Revista Brasileira de Estudos de População https://www.rebep.org.br/revista REBEP - Revista Brasileira de Estudos de População pt-BR <p>Os artigos publicados na Rebep são originais e protegidos sob a licença Creative Commons do tipo atribuição (<a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">CC-BY</a>). Essa licença permite reutilizar as publicações na íntegra ou parcialmente para qualquer propósito, de forma gratuita, mesmo para fins comerciais. Qualquer pessoa ou instituição pode copiar, distribuir ou reutilizar o conteúdo, desde que o autor e a fonte original sejam propriamente mencionados.&nbsp;&nbsp;</p> editor@rebep.org.br (Bernardo Lanza Queiroz - Cedeplar/UFMG (Editor)) coeditor@rebep.org.br (Maria Carolina Tomas & Julia Calazans) Sat, 09 May 2026 12:50:53 -0300 OJS 3.3.0.15 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 População centenária brasileira: estimativas indiretas da sua quantidade para os anos de 2000 e 2010, por sexo, com base nas certidões de óbitoões de certidão de óbito. https://www.rebep.org.br/revista/article/view/2605 <p>O estudo quantitativo tem como objetivo avaliar a qualidade da informação censitária sobre a população brasileira centenária para os anos de 2000 e 2010, comparando-a com estimativas indiretas. Reconhecendo problemas nas estatísticas de idades avançadas, foram aplicados métodos das gerações extintas e quase extintas, propostos por Rosenwaike (1968), que utilizam dados de óbitos para estimar a população idosa. Os resultados foram comparados com os censos, revelando variações significativas entre os dados de 2000 e 2010, com melhorias observadas no último. Embora a tendência natural seja de crescimento da população de centenários, a melhoria na qualidade dos dados contrabalanceia as estimativas, resultando na redução observada da população estimada entre 1991 e 2000 - fato corroborado pelos quantitativos semelhantes registrados nos censos de 2000 e 2010, apesar do intervalo de dez anos. Já a partir de 2010, tanto os dados censitários quanto o registro de óbitos indicam aumento no número de centenários, em consonância com as tendências demográficas. Por fim, apesar de ainda existirem falhas, os quantitativos estimados passam a ser mais influenciados pelo aumento populacional do grupo de centenários do que pela melhoria da qualidade da informação, que vem sendo observada tanto no censo quanto nos registros de óbitos. Este estudo contribui para o aprimoramento das estimativas de centenários no Brasil, auxiliando no desenvolvimento de políticas públicas para idades avançadas.</p> Angela Danquimaia, Marília Miranda Forte Gomes , Cássio Maldonado Turra Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Estudos de População https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ https://www.rebep.org.br/revista/article/view/2605 Sat, 09 May 2026 00:00:00 -0300 População, ambiente e saúde: a malária nas comunidades rurais em áreas protegidas, no Amazonas, Brasil https://www.rebep.org.br/revista/article/view/2490 <p>O objetivo do trabalho é analisar a distribuição espacial da ocorrência de casos de malária, das formas de prevenção e das percepções das condições de saúde da comunidade. As 64 comunidades rurais entrevistadas, em 2022, estão localizadas no Mosaico do Baixo Rio Negro. A análise dos dados foi realizada em duas etapas: análise descritiva dos dados do survey; e construção de tipologias de ocorrência da malária, prevenção e percepções das condições de saúde e da malária. Os resultados mostram uma heterogeneidade na distribuição dos dados por comunidades rurais, unidades de conservação e municípios aos quais pertencem. Essa heterogeneidade espacial reforça a pertinência do uso dos estudos de caso por comunidade, evidenciando a necessidade de análises desagregadas intramunicipais para auxiliar a compreensão dos problemas na escala regional, com enfoque em ações e aplicações diferenciadas de políticas sociais. Diante da necessidade de melhor compreender as dinâmicas nas áreas protegidas a partir de uma perspectiva sociodemográfica, sobretudo em se tratando de doenças de distribuição focal, estudos de caso na interface população-saúde-ambiente contribuem para a superação das dificuldades de uso de fontes de dados secundários agregados.</p> Tathiane Mayumi Anazawa, Álvaro de Oliveira D'Antona, Luciana Correia Alves Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Estudos de População https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ https://www.rebep.org.br/revista/article/view/2490 Sat, 09 May 2026 00:00:00 -0300 Além da saúde: como o trabalho não remunerado e a vida social influenciam a participação do idoso no mercado de trabalho https://www.rebep.org.br/revista/article/view/2654 <p>Este estudo busca determinar associações entre características sociodemográficas, de saúde, de trabalho e de vida social com a realização de trabalho remunerado entre idosos brasileiros. Foram analisadas informações de 22.726 indivíduos com 60 anos ou mais, participantes da Pesquisa Nacional de Saúde realizada em 2019. A análise multivariada foi conduzida por meio da regressão logística, estimando razões de chance e seus respectivos intervalos de confiança de 95%. A participação dos homens em trabalho remunerado foi significativamente maior (30,9%) do que a das mulheres (15,1%). Em ambos os sexos, as chances de participação no mercado de trabalho foram menores nos grupos etários mais velhos e maiores entre indivíduos com maior escolaridade e melhores condições de saúde, como boa saúde autoavaliada, ausência de doenças crônicas e de dificuldades nas atividades de vida diária e instrumentais. A realização de tarefas de cuidado reduziu as chances de participação no mercado de trabalho de homens e mulheres, ao passo que a realização de tarefas domésticas aumentou essa participação, especialmente entre idosos com baixa escolaridade. A participação em atividades sociais esteve positivamente associada às chances de homens idosos estarem inseridos no mercado de trabalho, assim como o elevado apoio social, especialmente entre aqueles com baixa escolaridade. Os resultados sugerem que, além da escolaridade e da saúde, outras variáveis também contribuem para a permanência dos idosos no mercado de trabalho, como o trabalho não remunerado e a vida social, as quais, portanto, devem ser objeto de investigação, especialmente por revelarem importantes diferenças entre os sexos.</p> Lídia Pereira Rodrigues, Jorge Alexandre Barbosa Neves Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Estudos de População https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ https://www.rebep.org.br/revista/article/view/2654 Sat, 09 May 2026 00:00:00 -0300 Demographic transition and post-transition population dynamics: a review of micro and macro economic models and interactions https://www.rebep.org.br/revista/article/view/2543 <p>This literature review contrasts microeconomic fertility models during the demographic transition and post-transitional periods, evaluating their implications for macroeconomic growth models. While microeconomic fertility models stress the trade-off between child quality and quantity during the demographic transition, the extensive and intensive margin fertility model applies to the post-transition period, with implications for childlessness and the postponement of childbearing. The impact of micro decisions on economic growth is better documented during the demographic transition compared to the post-transition period. The post-transition micro models have not yet led to models and evidence of sharp technological progress. At the macro level, low or negative population growth during the post-transition period may stall economic growth due to the population size effect.</p> Eduardo L.G. Rios-Neto Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Estudos de População https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ https://www.rebep.org.br/revista/article/view/2543 Sat, 09 May 2026 00:00:00 -0300 Under-five mortality and associated factors in India: an analysis at the district level https://www.rebep.org.br/revista/article/view/2656 <p>Under-five mortality refers to the death of a child before reaching the age of five. It is a critical indicator of child health and overall development within a country. In this study, we use data from the 2015-16 National Family Health Survey (NFHS) to estimate under-five mortality at the district level in India, considering a range of socioeconomic and demographic variables. We examined the association between these variables and under-five mortality using a Bayesian hierarchical model for 677 districts, employing the Integrated Nested Laplace Approximation (INLA) approach. Our findings indicate that excess under-five mortality is more prevalent in the northern and northeastern states of India. In addition, Hindu children and those born to literate mothers are less likely to die before reaching their fifth birthday. In contrast, higher risks of under-five mortality were observed among children from socially disadvantaged groups, those who were not exclusively breastfed, and those born in non-institutional settings. The results of this study underscore the urgent need for targeted strategies to reduce under-five mortality in India. Multiple factors - including biophysical conditions, sociodemographic disparities, and limited access to healthcare - must be addressed, not only through strengthening health infrastructure but also by promoting maternal education and reducing socioeconomic inequalities. Prioritizing the implementation of effective health policies and programs is essential for India to achieve the Sustainable Development Goal (SDG) target for under-five mortality and to safeguard the health of its youngest population across regions and demographic groups.</p> Emerson Augusto Baptista, Subhojit Shaw, Sampurna Kundu Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Estudos de População https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ https://www.rebep.org.br/revista/article/view/2656 Sat, 09 May 2026 00:00:00 -0300