Población, ambiente y salud: la malaria en comunidades rurales en áreas protegidas, Amazonas, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.20947/S0102-3098a0321%20Palabras clave:
Poblaciones en Áreas Protegidas, Malaria, Encuesta, tipología, relación población-ambiente-saludResumen
Ante la necesidad de comprender mejor las dinámicas dentro de las áreas protegidas, desde una perspectiva sociodemográfica, y las dificultades en el uso de fuentes de datos secundarios, los estudios de caso en la interfaz población-salud-ambiente se hacen necesarios. Este trabajo tiene como objetivo analizar la distribución espacial de los casos de malaria, los métodos de prevención, las percepciones de salud comunitaria y la composición familiar de los hogares encuestados utilizando datos primarios. El estudio encuestó 64 comunidades rurales en 2022, ubicadas en el Mosaico del Bajo Río Negro. El análisis de datos se realizó en tres etapas: (i) análisis descriptivo de los datos de la encuesta; (ii) construcción de tipologías de ocurrencia de malaria, prevención y percepción de salud; y (iii) análisis de las características sociodemográficas de los encuestados y sus hijos en relación con la ocurrencia de malaria. Los resultados demostraron una heterogeneidad en la distribución de datos entre las comunidades rurales, unidades de conservación y municipios. Esta heterogeneidad espacial subraya la necesidad de estudios de caso específicos por comunidad y análisis desagregados intramunicipales para ayudar a comprender los problemas en la escala regional, con un enfoque en acciones y aplicaciones diferenciadas de políticas sociales.
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